Na freguesia de Vila Cova existem as ruínas de um antigo mosteiro românico.

A data da sua fundação é amplamente discutida, estando no entanto testemunhado no Foral de Barcelos de 1166/1167.  No século XVI o Mosteiro terá sido transformado numa Igreja Paroquial. A Igreja Matriz de Barcelos e a Igreja de Vila Cova utilizaram pedra retirada deste Mosteiro.

O Mosteiro do Banho seguia a regra de Santo Agostinho, uma regra que tem no voto de pobreza um elemento fundamental. Este voto é complementado pela caridade, a oração, a leitura e a repartição do trabalho no interior do mosteiro.

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Em 1320, num levantamento efetuado durante o reinado de D. Diniz, o mosteiro surge como tendo um rendimento de 350 libras, um valor relevante para a época.

Devido a várias vicissitudes o mosteiro perdeu relevância e, como referido acima, no século XVI foi transformado em Igreja Paroquial. Para isto poderá ter contribuído a Peste Negra que terá feito diminuir o número de monges, assim como a nova visão do monge peregrino e operário por contraposição à visão do monge contemplativo.

Bibliografia

  • BARROCA, Mário, LOPES, Francisco, MORAIS, António. O Mosteiro do Banho, Vila Cova (Barcelos)”, Arqueologia, Número Cinco. Porto: Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto (GEAP); 1982, p. 76-79.

 

 

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